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terça-feira, 14 de julho de 2015

Picasso e a Modernidade Espanhola: chega ao CCBB

Nossa dica cultural é para os Cariocas, ou para quem passa pela Cidade Maravilhosa até 7 de Setembro de 2015. Chega ao CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), a exposição “Picasso e a Modernidade espanhola - Obras da Coleção do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía (em Madrid)”. 


                                             Picasso e a Modernidade Espanhola no CCBB

São 90 peças que mostram como Picasso transita entre a arte clássica, o surrealismo e outras correntes artísticas.


                                             Mulheres de Avignon, 1907, Pablo Picasso

Para os que admiram ou estudam arte, a dica é identificar – através da organização temática das obras – a trajetória do artista:
- Obsessão pela figura feminina;
- Habilidade na criação de imagens por meio de figuras geométricas;
- Associação à figura do minotauro;
- Esboços e pinturas que serviram como preparação para a “Guernica” (o tão conhecido monumental mural antiguerra, que você confere abaixo!).

                                                            Guernica – Pablo Picasso

Todas estas referências visuais e cores já passaram por Florença, na Itália, e acaba de sair de cartaz em São Paulo.
Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro Rua Primeiro de Março 66, Centro (21) 3808-2020 De quarta a segunda, das 9h às 21h Entrada franca

O futuro feito a mão: o Verão 2016 da FARM

Quem acaba de lançar seu Verão 2016 é a FARM. Cheia de cor, otimismo e alegria a coleção Futuro Feito a Mão “foi feita para emocionar” – segundo a diretora de estilo, Kátia Barros – como contou o adoroFARM!

 A marca busca resgatar o que realmente importa e como o amor deve ser semeado nas futuras gerações, movidas a um ritmo de vida desacelerado, sustentável e consciente. O respeito a culturas e suas regionalidades, assim como à natureza, são alguns dos drives da coleção. As peças resgatam valores como originalidade e carinho, presentes em todo o processo: do criativo ao produto final na loja.


 Desde o início da trajetória da La Estampa, a FARM é mais do que uma forte parceira e cliente, pode ser considerada família. Dividimos com vocês algumas das peças (de lançamento!) fruto de mais um trabalho a 4 mãos, delicioso de fazer!


A Indústria da moda na cidade do Rio de Janeiro



“Territórios da Moda” buscou compreender o setor da moda no município do Rio, mapeando a atual situação do setor, sua importância para a economia da cidade e as lacunas ocasionadas muitas vezes pelo trabalho informal. Foram entrevistados  representantes de 201 empresas, 151 facções e 255 costureiras externas. O estudo faz parte do programa “Rio, capital da Indústria Criativa”, da Prefeitura do Rio, na qual o objetivo é a geração de emprego e renda nos setores de moda e design. 

A Moda Carioca Ontem e Hoje
O fato do Rio de Janeiro ainda pertencer à frente do resto do país por seu lifestyle, visto como único, faz com que os modismos encontrados aqui gerem grande admiração e aceitação.
Uma das mudanças anunciadas no estudo, é o fato de que em algumas décadas passadas, a identidade da marca muitas vezes estava atrelada ao seu criador ou estilista – que também era o empresário. Hoje, as marcas possuem o lado administrativo independente, a também são representadas pelas equipes de criação. Isso conferiu uma perda de identidade inicial. E, mesmo com toda essa mudança, a maioria das empresas deste setor na cidade, ainda continuam sendo empresas familiares.
Outra mudança que, particularmente acredito ser de um âmbito global, é a inserção das mídias sociais como uma forma de acompanhar o avanço das novas tecnologiais da informação. Essa “digitalização” das marcas aparece como a mudança mais significativa, visto que há poucas décadas isso não era uma realidade. A criação de site oficial para expor e vender seus produtos, perfil em redes sociais e até blogs (Farm como exemplo) onde tratam de assuntos do lifestyle de seu público são as mudanças mas perceptíveis. Dessa forma, o empreendedor visa aproximar o produto-marca para o consumidor-cliente.

O estudo proporcionou uma divisão do mercado em setores:

Território Fashion: composta pelas marcas que estão em torno das semanas de moda no país. Elas dão a “cara” da estética carioca na modelagem, cores e estampas e já conquistaram seu público. Para o crescimento dessas empresas, a produção terceirizada é um dos principais fatores que geraram esse crescimento, uma forma que eles enxergam em produzir em grande escala sem necessariamente contratar o mesmo número de funcionários, além de fugir dos encargos tributários.

Territorio dos ateliês: é um circuito alternativo de vestuário e, por suas características em comum, também fazem parte empresas que fabricam calçados, acessórios, jóias e bolsas. Muitos deles são domésticos tendo em um único local o escritório, a produção e as vendas. O trabalho no geral, tem um caráter exclusivo e mais criativo, pois possibilita uma produção em menor escala, proporcionando o uso do artesanado e personalização da peça. E seu objetivo é esse mesmo: vender em pouca quantidade mas com qualidade, conceito e exclusividade. No entanto, uma das lacunas existentes nesse processo é a divulgação, o reconhecimento do trabalho e o escoamento da produção (podemos destacar O Mercado como um dos eventos que ajudam a divulgar esses pequenos empreendedores, já falei aqui).

Novos Territórios: engloba as fábricas, confecções, facções, estamparias, lojas de ruas, de shopping, costureira, estilistas, assistentes de estilos, etc. e qualquer outro profissional que não está efetivamente presente no circuito fashion, muitas vezes direcionadas para o público C e D e com uma forte presença na Zona Oeste da cidade. Por abrangir um grande número de profissionais, os modelos de negócio divide-se em dois, que compreende produção interna (onde a marca realiza todas as etapas de produção. Uma marca pequena, por exemplo, possui cerca de 16 funcionários no total) ou a produção terceirizada, o que proporciona a opção da empresa trabalhar com diversos modos de produção ou diversas confecções parceiras). O estudo apontou uma boa relação da produção com a venda dos produtos. Ou seja, o escoamento da produção é grande. São lojas de bancada, magazines, lojas de rua e shopping voltadas para o público B e C e outras para o C e D.
Nessa categoria de mercado o estudo apontou uma mudança da classe C. Esses consumidores estão cada vez mais exigentes e demandam roupas de melhor qualidade. Logo, as marcas estão tendo que se adequar. Em um panorama geral, significa a criação de novas marcas e as que já existem estão crescendo bem mais que marcas da zona sul carioca, área nobre da cidade. 

Anime Friends - 10, 11 e 12/ 17, 18 e 19 de julho - Santana - SP











O maior evento de cultura pop da América Latina. Produzido com carinho para toda família!

 O Anime Friends é um dos maiores eventos multitemáticos de entretenimento das Américas, presente há 12 anos no mercado. Atualmente, o evento dá destaque para a chamada “cultura geek” e muitas famílias que frequentam nosso evento todo ano. Em geral, apresentando aos seus visitantes todas as novidades desse segmento, que cresce muito a cada ano.

O primeiro Anime Friends aconteceu em 2003. Inicialmente, a convenção era dedicada praticamente à cultura pop japonesa, focada em atender a demanda de público gerada pela invasão dos quadrinhos e desenhos japoneses no Brasil. Já nesta primeira edição, o evento recebeu 22 mil pessoas em apenas 3 dias. Com o passar dos anos, novos nichos de públicos foram sendo agregados. Hoje, o Anime Friends é um evento tanto para aficionados pelo vasto mundo do entretenimento (games, música, quadrinhos, animes, mangás, brinquedos, colecionáveis, etc), como um programa para toda família.

O Anime Friends reúne mais de 120 mil pessoas por edição, que sempre acontece nos meses de julho (período de férias escolares no Brasil) na cidade de São Paulo.



Evento:  http://www.animefriends.com.br/
Fotos :  https://www.facebook.com/animefriendsbr

Andrea Dutra - 15 de julho


Andrea Dutra - Jamba no Carioca da Gema

A cantora Andrea Dutra faz um relançamento afetivo do seu CD Jamba, lançado em 2013, na casa de samba mais tradicional do Rio de Janeiro, o Carioca da Gema. Apesar de já ter cantado na casa, vai ser a primeira vez que Andrea leva seu samba jazz para esse reduto do samba de raiz, onde há mais de dez anos tem ido cantar e aprender com os bambas de todas as nações do samba.
O repertório vai reunir os sambas presentes no Jamba e grandes sambas que fazem parte do repertório da cantora. Moacir Santos, Moacir Luz, Monarco e Ratinho, Aldir Blanc, João Bosco,  Nei Lopes e alguns bons sambas autorais de grandes novos compositores como Fred Martins, Moyseis Marques, Zé Paulo Becker e dela mesma.

Andrea Dutra - voz
Paulo Malaguti Pauleira - piano
Jefferson Lescowich - baixo
Kleberson Caetano - bateria
Bruno Barreto - percussão


O Carioca da Gema fica na Rua Mem de Sá, 79, Lapa (tem vários estacionamentos por perto, ponto de taxi na porta)- R$25,00 - Tel para reserva: 2221-0043

segunda-feira, 13 de julho de 2015

15º. Festival de Inverno de Petrópolis/Dell’Arte: Cineteatro recebe “Concertos ao Meio Dia”









             O Cineteatro continua recebendo parte da programação do do 15º Festival de Inverno de Petrópolis/Dell’Arte e, esta semana, nos dias 15, 16 e 17 de julho, o local abrigará os “Concertos ao Meio Dia”. O primeiro concerto começa com os talentosos e jovens pianistas Ligia Moreno e João Elias, com obras de Schubert à 4 mãos e a Suíte de Rachmaninoff opus 14 à 2 pianos,  com versão orquestral (acompanhamento) de Katia Balloussier na quarta-feira. No dia seguinte, Patrícia Glatz entra em cena interpretando Schumann Daniel Burlet tocando Tchaikovsky, com versão orquestral (acompanhamento) de Katia Balloussier. Encerrando a série, na sexta-feira, Ligia Moreno retorna tocando Rachmaninoff 2 e, desta vez, com Aleyson Scopel, interpretando Rachmaninoff 3.

             A entrada é franca e as senhas estarão disponíveis 1h antes de cada apresentação no local. Pede-se a doação de um alimento não perecível para a Campanha da Solidariedade.

PROGRAMA
“Concertos ao Meio Dia” no Museu Imperial

12h - 15 de julho, quarta-feira
Ligia Moreno e João Elias – Versão orquestral Katia Balloussier
Schubert à 4 mãos
Suíte Suíte de Rachmaninoff opus 14 à 2 pianos

12h – 16 de julho, quinta-feira
Patrícia Glatzl - Schumann 
Daniel Burlet - Tchaikovsky
Versão orquestral Katia Balloussier

12h – 17 de julho, sexta-feira
Ligia Moreno – Rachmaninoff 2
Aleyson Scopel – Rachmaninoff 3

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Centenário do Palhaço Carequinha



Exposição Fotográfica
CENTENÁRIO DO PALHAÇO CAREQUINHA

Théo Erthal
Abertura 18 de julho de 2015 às 17h
Visitação de 20 de julho a 15 de agosto de 2015
Segunda a sexta, de 10h às 20h
sébado de 10h às 17h

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Dior alta-costura outono-inverno 2015/16









O remix (pra usar um termo contemporâneo) do moderno e do antigo é o mote do trabalho de Raf Simons na Dior, e provavelmente um dos motivos que o tornam tão revelante: ele empresta técnicas, climas e materiais de diversas épocas pra transformá-los em algo além. Quando chegam as coleções de alta-costura, isso é ainda mais evidente, já que entram em cena técnicas centenárias de ateliê. A obra clássica do pintor Hieronymus BoschO Jardim das Delícias” é o ponto de partida desse outono-inverno 2015/16, mas Simons continua sua viagem de referências passando por Impressionismo e pontilhismo (ora de bordado com pinceladas à mão, ora de microplumas coladas uma a uma em perfeccionismo de cair o queixo), medieval (alguém falou em “Game of Thrones“?), Belle Époque… E vai daí que o mantô é feito de pele, tweed e neoprene – a mistura é que dá a liga. A construção dos vestidos off-white, à camisolão, é das mais complexas, pra dar esse efeito fluido; é a tal simplicidade aparente que na verdade exigiu uma superconstrução. A silhueta ampla (especialmente nos maxicasacos) às vezes ganha um acinturado New Look – e repara no ombro arredondado, estruturado e ao mesmo tempo suave. Assimetrias e coletes bordados-enfeitados fazem toda a diferença, deixando a produção mais atraente e glamourosa. Quem diria que Simons já foi reconhecido como o estilista minimalista por excelência? Máxi é mais – confira a galeria!

Fonte:   http://www.lilianpacce.com.br/

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Cris Barros Verão 2016






Durante o dia o sol escalda a areia. Ao se pôr lentamente, as dunas deste deserto são iluminadas pelos seus múltiplos tons de laranja e almendra. Sob a sombra das tendas de tecidos tramados sentimos a primeira brisa do crepúsculo enquanto ouvimos o sussurro da areia rastejando pelo chão. Ao contemplar o horizonte infinito, pensamos no nada: é verão.

Permanentemente em trânsito, os Tuaregues são um povo nômade que caminham pelo norte da África. São conhecidos por suas vestimentas azuis, tingidas com extrato da planta "true indigo" que, por serem naturais, com o tempo desbotam e mancham suas peles, e por isso são comumente chamados de "blue people". Miscigenando suas tradições com as influências locais que recebem das regiões com as quais interagem, os Tuaregues desenvolveram uma cultura rica e diversificada caracterizada pela presença decisiva das mulheres nos conselhos tribais.

A coleção Verão 2016 revê os processos manuais deste clã nômade. Os amuletos dos tuaregues - baseados em pingentes de franjas - e as cordas empregadas na armação de suas tendas no Saara também foram incorporados à coleção, na forma de acabamentos e acessórios.

As estampas foram inspiradas em diferentes estilos, misturando paisley, poá, listras, batik, ikat e motivos arabescos.

 A marca Cris Barros é uma referência no mercado de moda feminina de luxo, amplamente reconhecida pela crítica, imprensa e principalmente por suas clientes. As roupas aparentam simplicidade, mas revelam riquezas de detalhes. Formas meticulosamente construídas em moulage, e utilização de tecidos nobres com excelente caimento e acabamentos perfeitos.

A marca oferece uma linha de produtos completa para suas clientes, desde lingeries até vestidos de festa, passando por sapatos, bolsas, carteiras, semi-joias, alfaiataria, moda praia e moda dia. A linha está presente em sua loja própria na Oscar Freire em São Paulo e na Daslu. No início de 2008 abrirá duas novas lojas -- uma flagship em um dos locais mais nobres de São Paulo: a Rua Vittorio Fasano, em frente ao Hotel Fasano; e a primeira loja em um shopping center: Shopping Cidade Jardim, o mais novo e exclusivo de São Paulo. Hoje a marca está presente em mais de 60 pontos de venda de alto nível no Brasil e tem exportado cada vez mais peças para Europa, EUA, Japão e Oriente Médio.

À frente da marca está a estilista paulistana Cris Barros. Ela cria roupas que expressam seus sentimentos e sua principal inspiração é o que está vivendo no momento da criação da coleção. A designer soma a isso lembranças e referências de viagens, pesquisas, pessoas e sua paixão pela moda e arte.

Cris é formada em Desenho de Moda pela Universidade Anhembi Morumbi em São Paulo, com Mestrado em Moda pelo Instituto Marangoni em Milão. Na Itália, trabalhou com o estilista Francês Stephan Janson, ex-braço direito de Yves Saint Laurent. No Brasil ela trabalhou na Cia. Marítima e no marketing da Zoomp. Esta experiência a levou a desenvolver seu plano de negócios para a criação de sua própria linha de roupas e abrir sua empresa em 2002.


Assessoria de Imprensa
MKT MIX Assessoria de imprensa
55 11 3060-3640
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totranto@mktmix.com.br

Fonte:  http://www.abest.com.br

Bailes do Brasil : Exposição evidencia as relações entre moda, música e dança







Para os apaixonados por moda, música e dança, o Solar Marquesa de Santos (próximo ao Pateo do Collegio) em São Paulo, apresenta a exposição Bailes do Brasil, que reúne um acervo de imagem, som e vídeo que retrata diversos momentos de celebração coletiva do Brasil com uma original abordagem de nossa cultura por meio de um grande baile ao longo do tempo. A exposição mapeia por uma cronologia fluida, desde a primeira República no final do século 19 até os dias atuais, levando em consideração as relações entre as três manifestações artísticas.

O genuíno espírito da Moda de cada época pode ser percebido no registro do cotidiano, com suas forças atuantes representadas a partir de imagens selecionadas de fotógrafos: estrangeiros e brasileiros, renomados e jovens, regionais e urbanos. Moda, Música e Dança se unem para capturar e embalar a cadência desses muitos encontros e períodos.

A curadoria da exposição reflete sobre influências e relevâncias, divididas em três atos. O Regionalismo Pulsante destaca a produção cultural de raiz e além das cidades, a partir dos sincretismos culturais regionais. A Metrópole Vibrante evidencia a forte influência europeia em nossas tradições e costumes, a clara distinção entre o erudito e o popular. A sala Globalização Eletrizante destaca o diálogo que passa a existir entre a afirmação de nossa brasilidade, suas confluências, com as afirmações de distintas identidades mundiais.

Os curadores Ricardo Feldman e Jum Nakao selecionaram mais de 200 fotos de profissionais nacionais e internacionais, a partir do acervo de instituições públicas e privadas, como Thomaz Farkas, Vania Toledo, Luiz Carlos Barreto, Otto Stupakoff, Maureen Bisilliat e Pierre Verger. A seleção musical produzida a partir de pesquisa sobre aspectos rítmicos brasileiros contribui para a imersão sinestésica dos visitantes. A mostra oferece também, três videoinstalações com figurinos escolhidos exclusivamente por Jum Nakao para esses ambientes.

Em parceria com o Museu da Cidade de São Paulo, a exposição Bailes do Brasil é patrocinada pela C&A, maior rede de varejo de moda do País, por meio da lei de incentivo estadual de cultura - PROAC.

Fonte:   http://www.abest.com.br

terça-feira, 30 de junho de 2015

Instituto Cultural Germânico traz exposição sobre a origem da vida



A artista Luciane Valença nos convida a uma viagem cósmica 

As árvores em muitas culturas são carregadas de simbolismo e religiosidade. Para a maioria dos povos da Mesoamérica ela representava a Via Láctea através da Árvore do Mundo, símbolo maia da criação e da organização da ordem do mundo como os dias e as noites. Luciane Valença nos propõe um paralelo entre a gestação do homem e sua manutenção, até a sobrevivência por meio dessa diversidade.
Possuímos uma espinha dorsal que lembra um tronco, braços que parecem galhos, e cabelos que lembram folhas. Crescemos em direção à luz, da mesma forma que os galhos da árvore esticam-se em direção ao sol. É isso que diz Luciane Valença, que expõe suas obras no Instituto Cultural Germânico de 2 de julho a 01 de agosto. Na exposição "Cósmicas", ela busca dialogar com o público sobre a conscientização ambiental, o respeito entre gêneros e a gratidão com o universo.
    
Suas influências, perceptíveis em seus traços, decorrem de um estilo de vida. Criando um estilo único, onde suas cores saltam em curvas. Sempre misturando o mesmo traço do pincel em matizes que parecem não ter um começo ou fim, demarcadas por linhas firmes e contrastes de luz e tons. Figurações e histórias que nos convidam a uma realidade fantástica de um mundo muito particular. Luciane Valença traz aos amantes da boa pintura novidades maturadas advindas de inspirações, aspirações, desejos, idiossincrasias e emoções próprias. Faz parte de uma geração de talentosos artistas dispostos a se entregar em revolução estética com intento único de demolir comodidade na criação.
    
“A humanidade forma a ponte entre a Mãe Terra e a Nação do Céu, e nós, assim como as árvores, pertencemos a estes dois mundos. Para conseguir este equilíbrio, devemos viver em harmonia."

Serviço:
"Cósmicas"
Abertura: 03 de julho às 19h
Visitação: 03 de julho a 01 de agosto
Segunda a sexta 15h às 20h 
Sábado 11h às 16h 
Entrada gratuita
Local: ICG Icaraí - Av. Sete de Setembro, 131. Icaraí. Niterói/RJ.
Informações: (21) 2714-0879 - galeria@icgermanico.com.br

Sweet Dreams - O Produto dos sonhos para o seu cabelo

http://produtodossonhos.com.br

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Nova onda na cena independente são shows intimistas em salas de estar


Moda nos EUA e Europa, apresentações em lugares pequenos para poucas pessoas virou tendência no Brasil através de iniciativas como o Sofar e casas como o Orb, em São Paulo. "A gente está de saco cheio de show grande", afirma diretor

Quem frequenta shows esgotados tanto em festivais como em clubes sabe que, por melhor que o show seja, algumas coisas sempre vão incomodar. Tem empurra-empurra, comprar cerveja é um drama, e todo show tem aquele grupinho que adora conversar enquanto a banda está tocando sua música favorita. Cansados disso, artistas, produtores e donos de casas de shows decidiram importar para o Brasil uma tendência que já é forte nos Estados Unidos e Europa: as apresentações para poucos em salas de estar.

O conceito é exatamente o que o nome indica: o artista entra em uma sala de estar para fazer um show intimista para cerca de 20 ou 30 fãs. A modalidade já vem crescendo principalmente entre as bandas folk norte-americanas e ganhou muitos adeptos no Brasil, inclusive a banda Apanhador Só, que quer fazer uma turnê pelo país só nesse formato.
Por aqui, o pioneiro em shows nesse formato é o Sofar, projeto londrino que chegou a São Paulo em 2012 através de Dilson Laguna e Fernando Remiggi. De lá para cá, os sócios já fizeram mais de 50 eventos em 10 capitais brasileiras. "O público fica muito admirado por estar tão próximo dos artistas", disse Remiggi em entrevista ao iG.
O Sofar busca lugares inusitados para colocar as bandas em shows bem intimistas. Os endereços só são divulgados horas antes das apresentações, com uma lista de convidados reduzida a quem se inscreveu para ver os shows antes mesmo das bandas serem anunciadas. "Já fizemos edições em salão de cabeleireiro, barbearia, atelie, espaços culturais, lojas de roupas, casas de pessoas, galeria de arte", lembrou o empresário.
Em São Paulo, alguns lugares estão se especializando nessa modalidade de apresentação. É o caso do Orb, que fica na zona oeste da capital paulista e promove shows para cerca de 30 pessoas em seu sofá. "É um outro tipo de proposta, são shows fora do comum", disse Eduardo Ramos, diretor artístico da casa.
Apesar de ser uma das referências para esses shows de sala de estar, o Orb, que está na ativa há cerca de seis meses, é bem conhecido por suas festas de música eletrônica. "É engraçado ver esse encontro de quem nos conhece pelas festas de música eletrônica com esse tipo de show. São duas coisas opostas, mas que fluem naturalmente", explicou.
Uma das bandas que já participou dos shows no sofá do Orb é a Atalhos, grupo folk do interior de São Paulo, e o saldo foi bem positivo. "É fantástico, é uma experiência nova", disse o vocalista Gabriel Soares.

Para o músico, o principal ponto desse tipo de apresentação é a proximidade com o público. "Tem menos gente, mas as pessoas que estão ali estão prestando atenção. Para o músico, isso é importante", explicou. "Às vezes vale mais uma plateia pequena que está prestando atenção do que um público grande que passa o show no bar."
Se por um lado os shows intimistas criam uma relação de proximidade com a plateia, eles também demandam mais atenção e concentração ao artista. "Se não tiver ensaio, vai dar na cara, está todo mundo ali perto. No show grande, dá até pra esconder", disse.
 O lado financeiro também é um fator positivo para esse tipo de show. "Compensa mais do que fechar uma casa para fazer show. O dono da casa só quer saber se vai dar lucro e nem bandas grandes independentes conseguem lotar as apresentações", disse.

Com tanto apoio de público e artistas, iniciativas como as do Orb e do Sofar vêm dando cada vez mais resultado no Brasil. "Hoje o Sofar Sounds é a maior plataforma de música independente do mundo. A exposição que damos pra essas bandas é muito grande, elas têm uma visibilidade que nenhuma plataforma conseguiria mostrar em rede mundial", disse Fernando Remiggi. Tanto que o Sofar já tem seis eventos marcados em cinco capitais brasileiras só neste mês, além de um festival secreto planejado para este ano.
Mais do que uma tendência, os shows em salas de estar são uma reação ao formato tradicional de shows. "Quando você vê um show em uma boate, 40% das pessoas estão com um celular na mão, nem aí pra banda tocando", disse Eduardo Ramos. "Esse tipo de iniciativa é uma reação, é uma experiência artística real. A gente está de saco cheio de show grande", resumiu o diretor do Orb.


Fonte:   http://on.ig.com.br/

Billie Holiday

A DOR NA VOZ - Billie Holiday (à dir.) e José James (à esq.): fã de rock e de rap na adolescência, ele se identificou com as histórias trágicas contadas nas letras da cantora americana(Bradley Smith/Corbis/LatinStock;/Divulgação)



Na semana em que se comemora o centenário de seu nascimento, dois tributos mostram porque Billie Holiday foi a principal inovadora do jazz em todos os tempos

Billie Holiday foi a maior cantora de jazz de todos os tempos? Sem sombra de dúvida. Eleanora Fagan (seu verdadeiro nome) não possuía a maleabilidade de Ella Fitz­ge­rald ou a voz arrasa-quarteirão de Sarah Vaughan, só para ficar em duas de suas "rivais" mais celebradas. Soube, no entanto, usar com inteligência sua voz frágil e de pequeno alcance. Como bem observado pelo crítico alemão Joachim E. Berendt, ela personificou o conhecimento de que, no jazz, importa menos "o quê" e mais "como". Billie abraçou com entusiasmo a chegada do microfone (que amplificou sua voz e ressaltou a sutileza e a dramaticidade de suas interpretações) e soube como poucas modular suas canções: acentuava certas palavras ou sílabas para atingir um determinado efeito, acelerava baladas, diminuía o andamento de canções rápidas - opções estéticas que influenciaram infindáveis gerações de cantoras. "Sou herdeira do canto de Billie, embora nossos registros vocais sejam muito diferentes", confessa Cassandra Wilson, uma contralto de registro firme e caloroso. Nesta semana chega às lojas Coming Forth by Day, que contém onze canções do repertório de Billie e uma composição de autoria de Cassandra: Last Song (For Lester), que faz referência ao triste episódio em que Lady Day, como Billie era chamada, foi impedida de cantar no velório de seu mentor, o saxofonista Lester Young. Coming Forth by Day faz companhia a outra homenagem, Yesterday I Had the Blues: The Music of Billie Holiday, no qual José James, cantor inspirado pelo jazz e pelo rap, recria nove canções de Billie acompanhado por um trio estelar (ambos os discos serão lançados no Brasil apenas em versão digital).
Em princípio, é fácil organizar um tributo a Billie Holiday. É só recrutar um maestro consagrado que escreva arranjos pomposos e chamar uma orquestra de renome para executar as canções de maneira reverente. Mas esse estratagema, tão comum em projetos revisionistas como os da cantora e pianista canadense Diana Krall, é uma traição aos princípios musicais de Lady Day. Billie foi uma grande revolucionária de seu tempo: não só criou o canto moderno, mas também foi a primeira a ressaltar a importância do saxofone tenor no jazz. Mais do que uma parceria, as canções que gravou com o saxofonista Lester Young são uma simbiose da parte vocal com a instrumental. "Nunca quis imitá-la, mas sim adaptar seu sentimento e sua musicalidade para o século XXI", teoriza Cassandra. Em seus álbuns anteriores, a cantora nascida no Mississippi verteu composições de Neil Young, U2 e até Monkees para o mundo do jazz. Em Coming Forth by Day, ela levou o universo jazzístico de Billie Holiday para o rock. Cassandra cercou-se de músicos dos Bad Seeds (banda de apoio do roqueiro australiano Nick Cave) e dos Yeah Yeah Yeahs (o guitarrista Nick Zinner, um expert na arte dos ruídos), além do veterano T-Bo­ne Burnett e do arranjador Van Dyke Parks. Os efeitos mais perceptíveis dessa mutação estão em Strange Fruit, hino antirracismo de 1939. Vinte anos atrás, Cassandra gravou uma versão em que se destacavam o contrabaixo e um ruidoso solo de trompete. A atual possui um arranjo repleto de efeitos, que acentua a barbaridade descrita na letra sobre o assassinato e enforcamento de jovens negros.
A biografia de Billie é um prato cheio de tragédias: miséria, estupros, abusos por parte da mãe, dos líderes das bandas nas quais era vocalista e dos maridos desonestos e infiéis. Enamorou-se da bebida e da heroína, que acabaram por matá-la em 17 de julho de 1959, aos 44 anos. Fã de rock e de rap, José James apaixonou-se cedo pela voz de Billie. "Adolescentes fazem drama por qualquer coisa, e a voz dela foi o meu refúgio durante esses períodos de tristeza", diz. Conhecido por mesclar o jazz com o rap e a soul music, James optou por uma formação ortodoxa para Yesterday I Had the Blues: o pianista Jason Moran, o baixista John Patitucci e o baterista Eric Harland o acompanham nas nove faixas do tributo. O clima do álbum, porém, é vanguardista. Entre as liberdades tomadas estão um God Bless the Child com instrumentos elétricos e, novamente, Stran­ge Fruit. Aqui, James sobrepõe várias vozes, dando a impressão de que não apenas ele, mas diversas almas lamentam os "corpos negros que balançam à brisa do Sul". Cassandra Wilson e José James são dois intérpretes que, a exemplo de Billie, não têm paciência com a banalidade. "A melhor lição que ela e o jazz nos deram foi seguir sempre em frente, numa constante evolução", encerra Cassandra.

Fonte: Veja - abril 2015