Mais uma vez a Animale apresenta seu olhar rejuvenescido de um
guarda-roupa para a mulher contemporânea. O trio Vitorino + Beth +
Claudia, ao que parece, tem conseguido trabalhar em equilíbrio, cada um
respeitando os inputs do outro. Claudia, a dona, tem que se certificar
de que a marca mantenha-se no caminho certo para não perder suas
clientes fiéis e, sim, ganhar cada vez mais. Beth cuida para que os
elementos caros à marca não se percam, e Vitorino é a novidade, o olhar
fresco que tem trazido uma energia mais jovem e uma silhueta mais
contemporânea.
O desfile é uma elaborada mistura entre o glamour da sociedade,
formada por estrelas e intelectuais entre os anos 20 e 60 com
referências ao sportswear fino que vem do tênis. Como sempre, há um
estudo firme de matérias primas e formas. “São mulheres elegantes em
malhas esportivas”, define Vitorino pouco antes do desfile. Algodões de
piquet são dublados e entretelados, ráfias são esmaltadas, lãs de verão
aparecem bem leves e, entre as peças que mais chamam a atenção estão os
looks coloridos e bordados de uma forme que consomem 20 mil pontos por
metro quadrado. Esse é o nível de zelo e pesquisa das coleções da
Animale. Nobreza e esporte, noite e balneário, preto e branco, geometria
e certa fluidez. É no equilíbrio entre opostos que está a força da
coleção. E se algumas peças de passarela não são lá tão simples de
vestir, aguardemos a coleção comercial com sua alfaiataria
contemporânea, mais minimalista e de viés sexy, mas um novo sexy que
está fazendo muito bem à Animale. (CAMILA YAHN)
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